“O Ministério da Saúde da Itália resolveu quebrar um tabu e lançar uma campanha de prevenção da Aids usando, pela primeira vez, a palavra ‘preservativo’ em anúncios de televisão.
Diferente do Brasil, que usa a palavra camisinha nas campanhas preventivas da doença, as autoridades de saúde italianas sempre omitiram a palavra ou a menção explícita ao preservativo em suas campanhas públicas, preferindo utilizar mensagens mais sutis como ‘proteja seu amor’.
Mas, agora, devido à preocupação com os números recentes sobre a disseminação da doença no país, o Ministério da Saúde italiano decidiu quebrar o tabu, criado, em grande parte, devido à forte influência da Igreja católica no país.
O Vaticano condena o uso de camisinha e a promoção de seu uso através de campanhas é vista como um convite a uma vida imoral e hedonista.
A igreja defende a fidelidade dentro dos casamentos heterossexuais e castidade e abstinência como as melhores maneiras de combater a Aids.
O filme, que coloca a camisinha como principal instrumento contra a infecção do vírus HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis, foi gravado na última quinta-feira no aeroporto internacional de Fiumicino, em Roma.
O comercial é centrado na história de dois casais – um jovem e outro adulto -, que se encontram dentro de uma farmácia no aeroporto.
O jovem tem vergonha de comprar a camisinha, mas a garota toma a iniciativa e ainda pensa em oferecer uma à outra mulher, que troca um sorriso com o homem a seu lado. Em seguida todos os passageiros vão comprar preservativos, deixando o embaraço de lado.
‘Vencemos um tabu’, disse a diretora do comercial, Francesca Archibugi. ‘Ter sempre um preservativo no bolso é melhor que não tê-lo’.
O material publicitário mostrará também as cifras da Aids na Itália, onde cerca de quatro mil pessoas são infectadas pelo vírus HIV todos os anos – mais de uma a cada duas horas.”
Fonte: msn.com
Bola nas costas:
É ridículo em pleno século 21, com todos problemas de superpopulação global , doenças sexualmente transmissíveis que atravessam o mundo em pouco tempo, um país dito de 1º mundo não veícula propagandas de camisinha pelo fato de que “a Igreja não permite”.
Mesmo sendo um país fortemente relacionado ao catolicismo coisas assim não podem ocorrer.
Das duas umas, ou a Igreja se abre para o novo mundo ao qual ela fez vistas grossas ou o país se toca que essa concepção sobre sexo vinda de cegos é totalmente velha.
Ainda bem que esse panorama está mudando.